quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Vocação, "ser para"...


Um consagrado, renuncia livremente tantos possíveis projetos individualistas para seguir um grande amor, que é Cristo em um continuo esforço de configurar-se a Ele de modo que sua vida fale de Deus ao mundo. Para isso, ele entra na mesma dinâmica da vida de Jesus, que foi em toda  a sua existência terrena um “ser para” o outro (Gl 2,20b; Jo 4,34). Tal experiência viveu Santo Agostinho após sua conversão, quando com alguns de seus amigos aspirava uma vida retirada do tumulto da vida pública para dedicar-se totalmente ao estudo, à meditação e à intimidade com Deus. Mas foi então que o Bispo de Tagaste Valério lhe interpelou a ser seu colaborador como sacerdote. Esta proposta lhe desconcertou, pois além de não se considerar digno de tal missão, havia planejado viver na contemplação. Mas Agostinho entende que viver como Jesus viveu é também renunciar ao individualismo e lançar-se corajosamente na aventura de viver para o Outro. Eis o que ele mesmo nos diz sobre tal circunstancia:
 “Aterrorizado com os meus pecados e com o peso da minha miséria, tinha resolvido e meditado, em meu coração, o projeto de fugir para o ermo. Mas vós mo impedistes e me fortalecestes dizendo: ‘Cristo morreu por todos, para que os viventes não vivam para si, mas para aquele que morreu por todos’(cf, 2Cor 5,15)” (Conf. X. 43, 70).
Este é o desafio que Cristo nos lança, o de sairmos do pequeno mundinho do nosso “eu” para aventurar-nos com Ele na vastidão no “nós” que nos liberta da escravidão do egocentrismo para uma vida de total alteridade: Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Mas aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á (Mt 10,39)


Por Frei Leandro Xavier Rodrigues

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Comunhão, a mais alta vocação do homem


“Esta é a mais alta vocação do homem: entrar em comunhão com Deus e com os outro homens seus irmãos”(CIVC, A vida fraterna em comunidade).
O homem, sendo criado a imagem e semelhança de Deus, foi criado para a comunhão. Deus, que é amor, é comunhão, é Trindade, chama o homem a viver um relacionamento de comunhão com Ele e com os seus semelhantes.
Nós agostinianos buscamos responder a este chamado de Deus seguindo os passos de Santo Agostinho, vivenciando a seu exemplo o ideal comunitário de “um só coração e uma só alma em Deus”(At 4,32).
Esta forma vida inspirada na primeira comunidade cristã não anula nossa individualidade, nosso caráter e nossos dons particulares, tudo isso é uma riqueza para a comunidade, mas a nossa maior riqueza é justamente a nossa união em Deus. Ao buscá-lo de coração sincero, as diferenças tornam-se relativas, pois o que importa é que tenhamos um só coração e uma só alma voltados para Deus.
Assim, quanto mais buscarmos a Deus juntos, mais Ele consolidará os laços que nos unem, ou melhor, Ele mesmo será o grande laço de amor e fraternidade entre os irmãos, “pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”(Mt 18,20).
Venha você também conhecer este jeito agostiniano de seguir a Cristo!


Por Frei Leandro Xavier Rodrigues

domingo, 13 de novembro de 2011

Feliz aniversário Frei Marcelo

Hoje Deus me presenteia com mais um grande dom. Obrigado Senhor por mais este ano de vida! Que eu, como consagrado a Deus, seja instrumento Vosso para a construção do reino, o reino da vida eterna.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

LEVAR DEUS À HUMANIDADE DE HOJE


Salve, salve “blogueiros agostinianos”. Sou Frei Airton, desenvolvo meu sacerdócio como formador na comunidade agostiniana descalça do Rio de Janeiro.
Deixo minha contribuição nas reflexões deste blog.
Recentemente em um Congresso Sacerdotal na Mariápolis Ginetta em Vargem Grande Paulista, refletiu-se sobre a vida da Igreja no mundo de hoje repleta de DESAFIOS. Uma das conclusões que se chegou é que se contemplarmos com o olhar de Deus que é Amor, perceberemos que, em cada um destes desafios está contido um chamado e uma nova oportunidade: O CONVITE A UMA GRANDE RENOVAÇÃO. Vivemos numa época de profunda secularização, em que se perdeu a capacidade de ouvir e compreender as palavras do Evangelho como uma mensagem viva e revigorante. A secularização levou-nos a desenvolver uma mentalidade na qual Deus, é posto de parte da existência e da consciência humana.
Hoje, os meios de comunicação social oferecem enormes possibilidades e representam um dos grandes desafios para a Igreja. Assiste-se à perda do valor objetivo da experiência da reflexão e do pensamento, reduzida em muitos casos, a puro lugar de confirmação do próprio sentir.
Com o avanço da secularização, as Igrejas cristãs experimentam uma crescente crise de importância. Para um número sempre maior de pessoas Deus e a Igreja são simplesmente insignificantes. Diante desta situação, há necessidade de um empenho totalmente novo na transmissão da fé.
Bento XVI, desde o início de seu pontificado, sublinha um aspecto fundamental destacando que é urgente LEVAR DEUS À HUMANIDADE DE HOJE. A Igreja deve concentrar-se toda nisto: dar Deus, testemunhar Deus.
Nós AGOSTINIANOS individuamos na COMUNHÃO de vida: “Um só coração e uma só alma voltados para Deus” (Regra de Sto. Agostinho), a missão evangelizar e levar aos homens DEUS, aproveitando do convite de renovação que os desafios nos colocam no dia a dia.
Nosso BLOG é um instrumento de anunciar o DEUS VIVO, e manter uma presença cristã agostiniana dentro das redes sociais.
Um abraço a todos e DEO GRATIAS!

Por Frei Airton Mainardi

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Uma vocação!


 Meu nome é Frei Diogo Moreno Pereira, sou professo temporário da Ordem dos Agostinianos Descalços e estou atualmente residindo na comunidade religiosa e paróquia Santa Rita dos Impossíveis, na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Ramos. Irei contar para vocês um pouco da minha história vocacional:
Eu nasci no dia 17 de dezembro de 1984 na cidade de Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro. Meu pai, José de Anchieta Pereira (falecido em 1994 de câncer) era um homem simples, operário de uma fábrica metalúrgica e temente a Deus. Minha mãe, Dinah Moreno Pereira, trabalhava no lar cuidando dos três filhos, eu, minha irmã mais velha e meu irmão mais novo. Foi neste contexto que Deus através dos familiares e amigos e da história cotidiana simples iria me atrair e se desvelar aos poucos, apesar da injustiça social e da morte que faria, também, parte da minha vida.
Aos quinze anos comecei a fazer encontros vocacionais, pois o ministério sacerdotal, de alguma forma, me atraía. Depois de fazer vários encontros, fiz um no Seminário Menor dos Agostinianos Descalços que me chamou muita atenção pela vida  despojada e comunitária dos frades. Então me convidaram para fazer uma experiência vocacional a partir de fevereiro de 2002, assim eu decidi entrar na Ordem e discernir o Chamado de Deus e a vocação para Vida Consagrada. Percorri os vários estágios necessários para a formação: Seminário Menor, Noviciado, Filosofia e agora estou concluindo o terceiro ano de Teologia.

                                                                                   Frei Diogo Moreno, OAD.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vocação à vida consagrada



O religioso é chamado a testemunhar Cristo de uma maneira radical, vivendo uma consagração total nos votos de pobreza, castidade e obediência. Com a pobreza, vivem mais livres dos bens temporais, tornando-se disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos. Com a castidade, vivem o amor sem exclusividade, sendo sinal do mundo futuro que há de vir. Com a obediência, imitam a Cristo obediente e fiel à vontade do Pai.