Artigos

Cristo, a esperança que nos salva

“Cristo é a nossa esperança, Ele é o protagonista de toda a história. Sua ressurreição se torna algo forte, incompreensível aos olhos humanos, alcançadas apenas pela fé”. (Spe Salvi).
Segundo o Papa Bento XVI, “a esperança equivale à fé. Paulo lembra aos Efésios que, antes do seu encontro com Cristo, estavam sem esperança e sem Deus no mundo (Ef 2,12). Naturalmente, ele sabe que eles tinham seguido deuses, que tiveram uma religião, mas os seus deuses revelaram-se discutíveis e, dos seus mitos contraditórios, não emanava qualquer esperança. Apesar de terem deuses, estavam sem Deus e, conseqüentemente, achavam-se num mundo tenebroso, perante um futuro obscuro. “In nihil ab nihilo quam cito recidimus” (No nada, do nada, quão cedo recaímos) (Spe Salvi 2). Eis a novidade trazida por Jesus que vem para salvar a criação corrompida pelo pecado é o novo Adão que vêem para nos dar a esperança que é ter fé no Cristo ressuscitado como um dom. Cristo vem ao nosso encontro e nessa tensão do já mas ainda não, (escatologia) ele quer nos salvar e nos alimentar no nosso momento atual da nossa existência.   
Por Frei Osmar Antonio Ferreira, OAD.
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Creio ... que nasceu da Virgem Maria

      Este artigo do nosso Credo nos fala do nascimento de Jesus do seio de Maria, o Criador que nasce da criatura. Lançando um olhar mais profundo sobre o conteúdo que tal afirmação percebemos que o substrato fundamental não é tanto a filiação divina e sim a Graça de Deus, ou melhor, é a “mensagem sobre a maneira pela qual a graça de Deus chega até nós: na simplicidade do acolhimento, como dom incoercível do amor que salva o mundo” (J. Ratzinger, Introdução ao Cristianismo). No nascimento “da virgem” Deus inaugura uma nova criação livre pelo amor, e a condição para que se realize está regeneração é o acolhimento na simplicidade, pois apesar da iniciativa e da realização maravilhosa ser de Deus, o acolhimento depende de nós.
      Que Maria nos ensine a acolher o Salvador em nossa vida com a mesma simplicidade com que um dia respondeu : “faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).


  Por Frei Leandro Xavier Rodrigues, OAD.

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Um jeito simples de Conhecer Deus



Interroga a beleza da terra, interroga a beleza do mar, interroga a beleza do ar que se dilata e se difunde, interroga a beleza do céu... interroga todas essas realidades. Todas elas te respondem: olha-nos, somos belas. Sua beleza é um hino de louvor. Essas belezas sujeitas a mudanças, quem as fez senão o Belo, não sujeito à mudança?” (Sermão 241, 2).
Santo Agostinho apresenta uma belíssima via de acesso para o conhecimento de Deus, conhecimento este, sempre limitado, mas de grande valor para quem necessita tanto de respostas. Falando em respostas, um comercial do canal Futura dizia que o que faz o mundo se mover não são as respostas, mas sim as perguntas. Talvez, complementando essa idéia, não somente perguntas quaisquer, mas perguntas certas, em momentos oportunos e lugares exatos. É precisamente isto que Santo Agostinho propõe: se estamos desejando conhecer a Deus, olhemos então para tudo o que nos envolve, contemplemos quantas coisas belas nos rodeiam e assim nos perguntemos: será que tudo isso veio de um acaso grotescamente surgido e transmudado sem haver quem o molde? Será que tanta beleza surgiu assim? Logo teremos que nos convencer que há algo além, que há uma razão para tudo isso existir. Deparamos-nos, então, com Deus, o Verdadeiro sentido de toda criação.
É certo que isto parece algo simples, mas quantas pessoas fazem isso em nossos dias? Será que temos ainda tantos “Agostinhos” e “Franciscos de Assis” assim? Penso que não. Qual o motivo de tudo isso? Será que nós Cristãos estamos devendo nesse aspecto também? Enfim, se realmente são a perguntas certas que fazem o mundo se mover, façamo-las, e as respostas certamente encontraremos, e sem dúvidas não somente nosso mundo vai “girar melhor”, mas também nossa vida e nossa fé!


                                       Por Frei Cezar Canesso, OAD.



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Mãe, Útero Espiritual


“Anda, vai-te embora e que vivas por muitos anos. É impossível que se perca o filho dessas lágrimas” (Conf. 3,12,21). Santa Mônica recorreu ao prelado na esperança de que suas exortações ajudassem Agostinho a encontrar a verdade, ele, porém, recusou o pedido da mãe. Todavia, o bispo tinha plena certeza de que mais cedo ou mais tarde, o filho perdido de Mônica encontraria a verdade. Como sabemos, essas palavras se revelaram proféticas e se cumpriram plenamente.
Ademais, é importante destacar a coragem de Santa Mônica como uma mulher que não media esforços e nem economizava súplicas e orações para ver seu filho ser cristão Católico. O próprio Agostinho diz em sua obra esse belíssimo testemunho sobre o modo de Mônica ser mãe: “Criou seus filhos, dando-os tantas vezes à luz quantas os via apartarem-se de ti” (Conf. 9, 9,22).
Assim sendo, mais que dar a vida carnal, a mãe tem o dever de gerar filhos para a vida em Deus. Que todas as mães, inspiradas no exemplo de Santa Mônica, possam cumprir os planos de Deus para a sua maternidade. E que todas as mães que choram por seus filhos tenham a certeza de que jamais se perderão os filhos de tantas lágrimas.
                Por Frei Alciney de Freitas Martins, OAD.





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Um pouco de amor...




   Quantas vezes denominamos     "loucos" e "bobos" aqueles que decidiram amar e levar esse amor às últimas consequências. Em muitas oportunidades falamos aos outros que eles devem pagar na mesma moeda o mal que recebem e assim deixamos de ensinar a dimensão do amor cristão com gestos e palavras; é preciso recuperar urgentemente essa prática, pois ela é fundamento de paz e concórdia.
         O amor e o perdão são confundidos com fraqueza, mas produzem uma nova ordem que conduz à vida, enquanto o ódio e o rancor destroem até mesmo o que se acha forte. Deus escolhe os fracos para confundir os fortes. O amor cristão tem o poder de bagunçar a ordem social em vigor. Quero fazer um convite: vamos promover essa “bagunça”?

       Por Frei Alciney de Freitas Martins, OAD.
 
"A medida do amor
é amar sem medida."
Santo Agostinho

"Caminhai no Amor, a exemplo de Cristo,
que nos amou e Se entregou por nós."
Ef. 5,2


 
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5 comentários:

  1. Como diz o próprio Agostinho que quanto mais se conhece mais se ama, este pequeno texto me desperta o interesse em explorar este imenso poço de sabedoria que é Santo Agostinho!

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  2. GRANDE DESAFIO É AMAR SEM DEDIDAS!!

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  3. Amar é o gesto mais nobre do homem, ao ponto que chega a ser divino, pois Deus é amor.

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  4. Concordo com Agostinho: Deus é amor! Cristo é a verdade. Só lamento uma coisa nos escritos filosóficos: o excesso de repetição de ideias torna as leituras chatas e cansativas. Se ele tivesse escritos seus próprios textos, penso que teria evitado as repetições. Todos os adeptos a filosofia sabem: esse pensador tinha vários escribas, isso justifica as repetições.

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  5. Amar é um grande desafio... mais amar sem restrições, sem escolher a quem e quando... Espero que Deus me dê discernimento para viver esse Amor que só aprendemos com oração e intimidade com Deus.
    Abraços
    Marilene Queiroz

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