Santo
Agostinho vivencia em sua própria pele o drama da busca de sentido, a busca de
algo que de fato lhe oferecesse fundamento à realidade e à sua vida. Foi ao
mergulhar em si mesmo, em seu íntimo é que encontrou a resposta que tanto
buscou. Ele procurava fora de si nas seitas e nas criaturas, enquanto que por
todo esse tempo a Resposta estava sempre com ele, estava nele.
A
experiência de Agostinho não se conclui num fechamento entorno do próprio eu,
mas desabrocha em uma alteridade totalmente nova. Agora a realidade é vista a
partir de Deus, como que com os olhos de Deus. Ao fazer o caminho inverso
passando por cada etapa até então percorrida ele percebe nelas o que percebeu
quando chegou ao final de sua viajem interior, ou seja, tudo fala de Deus, a
criatura é reflexo do criador. O outro é visto de maneira diferente, pois a
presença de Deus no coração do homem não é de maneira nenhuma uma propriedade
privada, este mesmo Deus se faz presente no coração do outro, esta realidade aproxima
os homens, pois é o mesmo Deus que é buscado e encontrado por cada um, apesar
de ser encontrado no próprio íntimo.
O
outro, portanto é templo vivo de Deus e por esta razão deve ser respeitado, "Vivei, pois unânimes e concordes, honrando reciprocamente em vós Deus de quem sois templos vivos" (Regre de Santo Agostinho nº 9.
Frei Leandro Xavier Rodrigues
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