segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sinal

  Um pobre náufrago chegou na praia de uma pequena ilha deserta agarrado num pedaço de madeira do que restou de sua embarcação depois de uma terrível tempestade.
  A ilha era de formação vulcânica, portanto era áspera e não habitável. O pobre homem começou a rezar. Pediu a Deus, com todas as suas forças, de salvá-lo e todos os dias fixava o olhar no horizonte na esperança de ver alguma coisa, alguém que lhe viesse socorrer, mas nada.
  Depois de alguns dias se organizou, com muito sacrifício fabricou alguns instrumentos para caçar e cultivar alguma planta para comer. Quase que suando sangue conseguiu acender o fogo e construiu  uma acabana para proteger-se das violentas tempestades.
  Passaram-se alguns meses e o pobre homem continuava suas orações, mas nenhuma embarcação aparecia no horizonte. Até que um dia um sopro da brisa empurrou a chama até a sua esteira de dormir que era de palha seca. Num instante tudo se incendiou. Uma densa nuvem de fumaça levantou-se no céu. Os esforços e sacrifícios de meses, em instantes reduziram-se em um punhado de cinzas. 
  O Náufrago, que em vão tentou salvar alguma coisa, lançou-se com o rosto na areia: "Porque Senhor? Porque também isso?"
  Algumas horas depois, um grande navio atracou próximo da ilha. Vieram buscá-lo com um bote.
  "Mas como vocês fizeram para saber que eu estava aqui?" pediu o náufrago que não podia acreditar no que estava acontecendo.
  "Nós vimos o sinal de fumaça" lhe responderam.

  As tuas dificuldades de hoje são sinais de fumaça para a graça futura. Deus virá para salvar-te!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O zelo pelo outro



"Se avisares o ímpio e ele não se converter de sua impiedade e do seu mau caminho, morrerá ele por certo na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma" Ez. 3, 19.
  Zelar pela vida de fé dos irmãos, por sua caminhada na Verdade que é Jesus Cristo é a missão de toda a Igreja, um pedido de Cristo que se dirige primeiramente a Pedro, mas se estende a todos.
  Na cultura atual que oferece um conjunto de idéias que muitas vezes aprisionam o homem em cadeias sem paredes, que oferece um manual rico em receitas de “felicidade” sem Cristo, zelar pelo irmão, por sua integridade na fé, torna-se fundamental. O zelar, muitas vezes, se torna resgatar, trazer novamente da “morte” espiritual os que pelo pecado se desviaram ou se afastaram de Deus. Uma manifestação de caridade que tem o poder de apagar os pecados daquele que reconduz ao Bom caminho o pecador, como diz São Tiago:"Meus irmãos, se alguém dentre vós se desviar da verdade e outro o reconduzir, saiba que aquele que reconduzir [à verdade] o pecador desencaminhado, salvará sua alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados" Tia 5, 19-20.
  Assim, com a motivação de sermos canais da graça de Deus para os se desviaram de Deus, esforcemo-nos em zelar pela sua “saúde espiritual”, pela sua integridade na fé. E é com alegria, entusiasmo e esperança que procuramos fazer isso, pois a Palavra de Deus nos traz alegria, é Luz para a nossa vida e resposta para nossas perguntas mais fundamentais. Pensemos assim na alegria e importância que é poder reconduzir um pecador ao Bom caminho, como diz São Paulo: "Persevera nestas coisas, porque fazendo isto, te salvarás a ti mesmo e àqueles que te ouvem" ITim. 4, 16.
                     
                                                                                                                          Frei Indiomar Maieski