Era uma vez, um missionário atravessava as Montanhas Rochosas com um jovem indiano que era o seu guia.
Todas as tardes, ao pôr do sol, o jovem indiano se afastava, se virava na direção do sol e começava a mover ritmicamente os pés e a cantar bem baixinho uma doce canção, carregada de nostalgia.
Aquele jovem que dançava e cantava voltado para o sol poente era um espetáculo que enchia de admiração e curiosidade o missionário. Até que um dia este lhe pediu:
"Qual é o significado daquela estranha cerimônia que você realiza todas as tardes?"
Oh, é uma coisa muito simples" respondeu o jovem. "Eu e minha mulher compomos juntos esta canção. Quando estamos separados, cada um de nós, onde quer que estejamos, nos voltamos para o sol e no instante pouco antes dele se pôr, começamos dançar e cantar. Assim todas as tardes, mesmo distantes, cantamos e dançamos juntos".
Quando o sol se põe, com quem você dança?
Uma mística do século IX deixou esta oração:
"Meu Senhor!
brilham as estrelas,
fecham-se os olhos dos amantes.
Cada amante
está a sós com seu amado,
e eu estou a sós
aqui contigo!"




