A
reencarnação é um tema muito polêmico entre os vários temas que envolvem a
religiosidade, de modo que não é raro ouvirmos na escola, no trabalho ou na
nossa família discussões e debates sobre isso. Muitos cristãos afirmam crer na
reencarnação, já outros a negam com convicção. Por isso, é importante sabermos
um pouco sobre este tema. Afinal, podemos ser cristãos e crer na doutrina
reencarnacionista?
Aqui, temos que entender
que ser humano é um composto de corpo e alma, assim não se pode falar da
existência de homem sem algum desses dois elementos. Também é bom fazermos uma
distinção entre: encarnação, reencarnação e ressurreição: o primeiro termo
designa o fato de uma alma ter sido criada e no mesmo instante ser colocada num
corpo; por reencarnação entende-se uma alma que tendo se desprendido de um
corpo, pela morte, assuma uma nova existência em outro corpo; e por ressurreição
entendemos o momento no qual, após ter morrido, ter sido julgada por seus atos
feitos em vida, a pessoa receberá novamente o seu corpo de forma glorificada,
para nele cumprir a sentença de seu julgamento.
Os reencarnacionistas
alegam como argumentos para a reencarnação o fato da alma ser imortal e uma
suposta necessidade de pagar aqui na
Terra os pecados cometidos em uma vida passada. Porém, o fato da imortalidade
da alma não significa necessariamente reencarnação, já que ela pode esperar
desencarnada o dia da ressurreição. Quanto à necessidade de pagar os pecados, o
cristianismo não prega “olho por olho, dente por dente” ou “aqui se faz, aqui
se paga”.
Os reencarnacionistas acreditam que os
pecados cometidos pecisam ser pagos aqui: se deixamos alguém com fome, em outro
momento também nós passaremos fome para espiar esse mal cometido. Isso podendo
acontecer nessa vida ou em outras futuras, a esse fato eles chamam de Karma. E
assim, segundo eles, por meio das reencarnações a pessoa vai se purificando e
vai se libertando da materialidade do corpo.
Porém, nós Católicos,
acreditamos que assim como Cristo ressuscitou num corpo glorioso, um dia nós
também ressuscitaremos justificados pelo Seu gesto redentor na cruz. Não
seremos salvos por nossos próprios méritos, em diversas vidas, mas pelos
méritos do Filho de Deus. Desta forma, acreditar e fundamentar a nossa vida em
uma doutrina reencarnacionista é negar o valor da paixão do Senhor na cruz: "Pois também
Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o Justo pelos injustos, para
conduzir-vos a Deus; morto sim, na carne, mas vivificado no espírito..."
(1 Pedro 3:18).
Por Frei Wellington Porfírio
Olá Frei Wellington! Nossa quanta sabedoria! Muito bom, agora sim uma definição mais esclarecedora, argumentos bem elaborados!É UMA VERDADE!!!!
ResponderExcluirMEUS PARABÉNS! Que o ESPÍRITO SANTO O CAPACITE CADA VEZ MAIS!
TOTUS TUUS MARIA!
Um forte abraço fraterno!
Parabéns frei Wé!! que abordagem bom suscinta e proficua que esclarece empoucas palavras a incompatibilidade de ser cristão e espírita.Muitos pensam que poderia haver uma mescla entre católicismo e espiritismo, claro como bem disse que não dá, porque para isso deveriamos negar ato ato redentor cruento salvífico e único de uma vez por todas, do Cristo na cruz!!! um abraço e parabéns!!! frei Osmar oad.
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