terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Comunhão, selo do Espírito Santo


     "O bem mais precioso, o selo do Espírito Santo, é a comunhão.
  Trata-se da graça suprema que Jesus nos conquistou na cruz, a graça que como ressuscitado pede incessantemente por nós, mostrando suas chagas gloriosas ao Pai: «Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, estejam eles também em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste» (Jo 17,21). 
   
     Para que o mundo creia que Jesus é o Senhor é preciso que veja a comunhão entre os cristãos; mas se eles vêem divisões, rivalidades e maledicência, “o terrorismo das fofocas”, qualquer que seja a causa, como se pode evangelizar? 
     Lembrem este outro principio: «A unidade prevalece sobre o conflito» (cfr Esort. ap. Evangelii gaudium, 226-230), porque o irmão vale muito mais que nossas posições pessoais: por ele Cristo derramou seu sangue (cfr 1 Pt 1,18-19), não por minhas idéias! A verdadeira comunhão, pois, não pode existir em um movimento ou em uma nova comunidade, se não se integra na comunhão maior que é nossa Santa Mãe Igreja Hierárquica. O todo é maior que uma parte (cfr Esort. ap. Evangelii gaudium, 234-237) e a parte tem sentido em relação ao todo. 
     A comunhão consiste também em enfrentar juntos e unidos as questões mais importantes, como a vida, a família, a paz, a luta à pobreza em todas as suas formas, a liberdade religiosa e de educação. Em particular, os movimentos e as novas comunidades são chamadas a colaborar na cura das feridas provocadas pela mentalidade globalizada que põe no centro o consumo, esquecendo-se de Deus e dos valores essenciais da existência." 

Pp. Francisco, Discurso proferido no III Congresso Mundial 
dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades

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