"O bem mais precioso, o
selo do Espírito Santo, é a comunhão.
Para que o mundo creia
que Jesus é o Senhor é preciso que veja a comunhão entre os cristãos;
mas se eles vêem divisões, rivalidades e maledicência, “o terrorismo das
fofocas”, qualquer que seja a causa, como se pode evangelizar?
Lembrem
este outro principio: «A unidade prevalece sobre o conflito» (cfr Esort.
ap. Evangelii gaudium, 226-230), porque o irmão vale muito mais que
nossas posições pessoais: por ele Cristo derramou seu sangue (cfr 1 Pt
1,18-19), não por minhas idéias! A verdadeira comunhão, pois, não pode
existir em um movimento ou em uma nova comunidade, se não se integra na
comunhão maior que é nossa Santa Mãe Igreja Hierárquica. O todo é maior
que uma parte (cfr Esort. ap. Evangelii gaudium, 234-237) e a parte tem
sentido em relação ao todo.
A comunhão consiste também em enfrentar
juntos e unidos as questões mais importantes, como a vida, a família, a
paz, a luta à pobreza em todas as suas formas, a liberdade religiosa e
de educação. Em particular, os movimentos e as novas comunidades são
chamadas a colaborar na cura das feridas provocadas pela mentalidade
globalizada que põe no centro o consumo, esquecendo-se de Deus e dos
valores essenciais da existência."
Pp. Francisco, Discurso proferido no III Congresso Mundial
dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades
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